quinta-feira, 4 de julho de 2013

Os quatro reinos autistas!



O autismo é, para as doenças neurológicas, o mesmo que a África para os assuntos sociais”, definiu o jornalista Caryn James, em declaração publicada no “New York Times”, em 2007. Com a frase, James buscou enfatizar o emergente reconhecimento público sobre o autismo durante a década passada. Movimentos emergentes pro-África acabaram por polarizar opiniões dos envolvidos, causando certa confusão na percepção pública sobre o assunto. Afinal como ajudar a África? O mesmo acontece com o autismo hoje em dia.
Parte da polarização de opiniões sobre o autismo está relacionada com seu caráter heterogêneo: chamamos de autista um garoto de seis anos de idade que não fala, um jovem de 20 anos que estuda computação e tem “tiques estranhos” e um homem de 40 anos que segue uma rotina religiosa e não tem interesse na vida social. “Autismos” seria a melhor definição para esse espectro de comportamentos sociais. Não existe um autismo típico, cada caso tem sua própria natureza. A outra contribuição da polarização vem dos profissionais de saúde. Pessoas com autismo são vistas sob óticas diferentes dependendo do profissional – seja pediatra, neurologista, psiquiatra, terapeuta comportamental, dentista, psicólogo, fonoaudiólogo ou tantos outros que se relacionam com o autista. É a velha história dos cegos e do elefante, em que cada um apalpa uma parte do bicho e acredita estar diante de um objeto diferente. Cada um tem uma perspectiva diferente da condição autista, com opiniões fortes de como o autismo deve ser encarado e tratado. Outros ignoram completamente o problema, buscam aceitação, levantando a bandeira da diversidade, rejeitando opções de tratamento e cura. É óbvio que isso tudo deixa os familiares confusos e pulveriza a força politica pró-autista. Pois bem, no espírito da conciliação, de encontrar o que é comum e válido entre as diversas tribos pró-autistas, proponho quatro perspectivas de comunidades interessadas em autismo que se especializaram tanto na forma como falam sobre o autismo que se tornaram reinos ou feudos isolados e distintos. Cada reino tem suas verdades, mas todos falham na tentativa de entender ou mesmo reconhecer que suas verdades não são aceitas fora de suas fronteiras.


Primeiro Reino: o autismo como doença.
A condição autista foi descrita pela primeira vez pelo médico Leo Kanner em 1943. Desde então, a pesquisa médica tem sido focada encarando o autismo como se fosse uma doença. Nesse reino encontram-se médicos, pesquisadores, familiares e pacientes. Todos veem o autismo como uma doença do cérebro que pode ser tratada com medicamentos. Investigam a melhoria do diagnóstico, intervenções e a cura como objetivo final. Teorias médicas evoluíram da mãe-geladeira para formas complexas da neurogenética. Buscam-se marcadores moleculares da doença e novas drogas. Ao contrário dos que veem o autismo como uma deficiência, buscando melhores serviços e suporte, esse reino foca na lógica puramente científica para justamente reduzir o número de serviços e suporte dado ao autista. Querem cortar o mal pela raiz.


Segundo Reino: o autismo como identidade. Nesse reino, os integrantes substituem a classificação de autismo como doença por uma questão de diversidade – ou mesmo de identidade. Esses, juntos com as comunidades de deficientes, veem o autismo como sendo apenas mais uma entre milhares de variações cognitivas da humanidade, com necessidade de aceitação, não de cura. Pessoas com autismo leve que podem viver de forma independente, mas que não se sentem totalmente acolhidas socialmente, fazem parte desse grupo. Em vez de buscarem formas de se tornarem “normais”, focam na inclusão e aceitação social. Exigem reconhecimento de que o autismo é uma forma de pensar diferente, que pode produzir soluções inovadoras para problemas difíceis. Muitos veem os resultados genéticos como uma forma de eugenia, não acreditam em explicações de causalidade e acham que tratamentos são uma forma compulsória de conformismo social. Como as comunidades de deficientes, membros desse reino buscam apoio da sociedade, melhorias educacionais, serviços ocupacionais e direitos cívicos.


Terceiro Reino: o autismo como lesão. Talvez um dos argumentos mais acalorados sobre o autismo seja o papel da vacina como causadora de uma lesão levando ao autismo. Membros dessa comunidade são pais que observaram regressões de desenvolvimento de suas crianças após vacinação. Mesmo frente a fortes evidências epidemiológicas de que vacinas não causam autismo, defensores dessa teoria sugerem que esses estudos estejam mascarando casos raros que foram causados por vacinas. Ao contrário do grupo anterior, os pacientes autistas nesse caso são afetados de formas severas, não verbais, com disfunções imunológicas, gastrointestinais e ataques epiléticos. Familiares desse grupo, sentindo que a ciência e medicina ainda não geraram medicamentos eficazes, buscam alternativas como dietas específicas e desintoxicação, entre outras. A grande distinção desse grupo é que acreditam o autismo fora causado por uma determinada lesão cerebral, causada por algum episodio específico na historia de vida do individuo. Portanto, levantam a bandeira da prevenção, reconhecendo que ao descobrir a causa poderíamos frear a prevalência do autismo.


Quarto Reino: o autismo como modelo.
Da mesma forma que cientistas usam a cegueira para entender o sistema visual, membros desse grupo buscam no autismo a oportunidade de entender o cérebro social. Esse grupo é composto primordialmente por neurocientistas interessados em compreender o comportamento social humano, usando ferramentas como neuroimagem e neuroanatomia em tecidos cerebrais. O objetivo é mapear o cérebro para encontrar vias nervosas que processam informações socais específicas, tais como reconhecimento de faces, postura em grupo e teoria da mente. Esses cientistas apostam em modelos animais ou estudos de ressonância magnética do cérebro humano como instrumentos importantes para se ganhar insights sobre a natureza humana, sem necessariamente se preocupar com a causa ou cura do autismo.
Reconheço que esses quatro reinos não necessariamente representam todo o universo do espectro autista. No entanto, descrevem de forma ampla perspectivas distintas que hoje em dia dividem opiniões sobre o autismo. Esses feudos criaram estruturas super organizadas como sociedades profissionais, ONGs ou redes sociais, para se fortificarem. Infelizmente essa atitude serviu também para criar barreiras entre si, dificultando interações construtivas e trocas de ideias entre seus membros menos extremistas. Assim, podemos entender as críticas que sofrem os geneticistas, que veem o autismo como doença e buscam diagnóstico pré-natal, que seriam agentes abortivos dos autistas da próxima geração.


Mas quem afinal está certo? Da mesma forma que ainda não sabemos qual a melhor politica para ajudar a África, não existe uma resposta clara para o autismo. É provável que todos os cegos estejam certos parcialmente. O importante é notar que cada um dos reinos autistas tem oportunidades de oferecer algo de construtivo. Precisamos tanto de melhores diagnósticos e tratamentos, como melhores serviços, estratégias de prevenção e um entendimento mais apurado do cérebro social humano. Acredito que quanto mais os membros desses grupos se mantiverem isolados, pior será para o autismo. Acho que deveríamos buscar o oposto, abrindo a fronteira desses reinos e favorecendo a fertilização cruzadas de ideias. Essa atitude pode mostrar o que existe de comum entre esses reinos. Por exemplo, a luta por melhores serviços profissionais que atendam a demanda autista. Outro exemplo seria a de criar um centro de excelência que testasse sem bias idéias vindas das diversas áreas. Propus
algo assim para o Brasil recentemente e fiquei pasmo com a recepção positiva de pessoas com opiniões bem diferentes sobre o autismo o que sugere que a proposta mereça ser considerada.
Com o crescente número de crianças autistas tornando-se adultos com autismo, a situação começa ficar crítica e requer ação imediata. Penso que nada de muito positivo vá acontecer se cada grupo insistir na sua própria visão. Será uma pena olharmos do futuro para o que acontece hoje e concluirmos que poderíamos ter lutado juntos por algo transformador, buscando cooperação ao invés de conflito. Acho é possível unirmos forças para atingir metas a curto prazo, como melhores escolas para os autistas, e também soluções a longo prazo. Dessa forma teremos um mundo melhor para crianças e adultos autistas.

Alysson Muotri.


Contato: Dra. Tatiani Ap. Rossini CRFa/SC 8937. Atendimento Adulto, ao Idoso e Infantil – Clínica Médica Biguaçu (48)32433232; tatianirossini@hotmail.com

domingo, 30 de junho de 2013

Cientistas vão testar fármaco para "reverter" autismo!

Um grupo de investigadores norte-americanos utilizou, com sucesso, um fármaco antigo para restaurar as comunicações celulares do cérebro num modelo animal, conseguindo reverter os sintomas do autismo. Face aos bons resultados, os especialistas da Universidade da Califórnia – San Diego, nos EUA, esperam dar início a um pequeno ensaio clínico com humanos já no próximo ano.

A descoberta da utilidade da suramina, um “inibidor de sinais purinérgicos das células” utilizado desde 1926 no tratamento da doença do sono, em África, e no combate a outras patologias parasitárias, foi efetuada por uma equipa coordenada por Robert Naviaux que deu, este mês, a conhecer os resultados da investigação através de um estudo publicado na revista científica PLOS ONE.

“A nossa teoria sugere que o autismo acontece porque as células ficam ‘presas’ num metabolismo defensivo que as torna incapazes de comunicar normalmente umas com as outras, o que pode interferir com o desenvolvimento e função do cérebro”, explica o professor de medicina Naviaux em comunicado divulgado pela universidade norte-americana.

“Utilizámos um tipo de fármaco que já existe há quase um século para tratamento de outras doenças com o objetivo de bloquear o sinal de ‘perigo’ [que as células recebem e que desencadeia a postura defensiva] em ratinhos e conseguimos que as células retomassem o metabolismo normal e que a comunicação celular fosse restaurada”, revela o investigador.

 

Ensaio clínico com humanos arranca em 2014

 

Durante a investigação, o fármaco corrigiu 17 sintomas da doença, normalizando a estrutura sináptica do cérebro, o envio de sinais entre as células, o comportamento social, a coordenação motora e o metabolismo mitocondrial.

Robert Naviaux admite que, “obviamente, mesmo sendo capazes de corrigir falhas em cérebros de modelos animais geneticamente modificados, continuamos a estar longe de uma cura eficaz para humanos”. No entanto, os especialistas estão esperançados e planeiam dar continuidade à investigação, desta feita com pessoas, já em 2014.

“Sentimo-nos suficientemente encorajados para testar esta abordagem num pequeno ensaio clínico com crianças autistas no próximo ano”, desvenda o docente. “Acreditamos que esta terapia [denominada terapia antipurinérgica, APT na sigla em inglês] oferece um caminho novo e entusiasmante que poderá levar ao desenvolvimento de fármacos para tratar o autismo”, garante.

Segundo o coordenador da investigação, a eficácia demonstrada no estudo quanto à utilização deste tipo de terapia para “reprogramar a resposta das células ao perigo e reduzir a inflamação” constitui-se, portanto, “como uma oportunidade de desenvolver novos anti-inflamatórios para tratar esta e outras doenças”.

Contato: Clínica Médica Biguaçu (48)32433232; tatianirossini@hotmail.com

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Fonoaudióloga Tatiani Rossini com David Brazil - O gago mais amado do Brasil!


Cientistas vão testar fármaco para “reverter” autismo

Um grupo de investigadores norte-americanos utilizou, com sucesso, um fármaco antigo para restaurar as comunicações celulares do cérebro num modelo animal, conseguindo reverter os sintomas do autismo. Face aos bons resultados, os especialistas da Universidade da Califórnia – San Diego, nos EUA, esperam dar início a um pequeno ensaio clínico com humanos já no próximo ano.
A descoberta da utilidade da suramina, um “inibidor de sinais purinérgicos das células” utilizado desde 1926 no tratamento da doença do sono, em África, e no combate a outras patologias parasitárias, foi efetuada por uma equipa coordenada por Robert Naviaux que deu, este mês, a conhecer os resultados da investigação através de um estudo publicado na revista científica PLOS ONE.
“A nossa teoria sugere que o autismo acontece porque as células ficam ‘presas’ num metabolismo defensivo que as torna incapazes de comunicar normalmente umas com as outras, o que pode interferir com o desenvolvimento e função do cérebro”, explica o professor de medicina Naviaux em comunicado divulgado pela universidade norte-americana.
“Utilizámos um tipo de fármaco que já existe há quase um século para tratamento de outras doenças com o objetivo de bloquear o sinal de ‘perigo’ [que as células recebem e que desencadeia a postura defensiva] em ratinhos e conseguimos que as células retomassem o metabolismo normal e que a comunicação celular fosse restaurada”, revela o investigador.
Ensaio clínico com humanos arranca em 2014
Durante a investigação, o fármaco corrigiu 17 sintomas da doença, normalizando a estrutura sináptica do cérebro, o envio de sinais entre as células, o comportamento social, a coordenação motora e o metabolismo mitocondrial.
Robert Naviaux admite que, “obviamente, mesmo sendo capazes de corrigir falhas em cérebros de modelos animais geneticamente modificados, continuamos a estar longe de uma cura eficaz para humanos”. No entanto, os especialistas estão esperançados e planeiam dar continuidade à investigação, desta feita com pessoas, já em 2014.
“Sentimo-nos suficientemente encorajados para testar esta abordagem num pequeno ensaio clínico com crianças autistas no próximo ano”, desvenda o docente. “Acreditamos que esta terapia [denominada terapia antipurinérgica, APT na sigla em inglês] oferece um caminho novo e entusiasmante que poderá levar ao desenvolvimento de fármacos para tratar o autismo”, garante.
Segundo o coordenador da investigação, a eficácia demonstrada no estudo quanto à utilização deste tipo de terapia para “reprogramar a resposta das células ao perigo e reduzir a inflamação” constitui-se, portanto, “como uma oportunidade de desenvolver novos anti-inflamatórios para tratar esta e outras doenças”.
Clique AQUI para aceder ao estudo completo (em inglês).

Fonte: http://boasnoticias.clix.pt/noticias_Cientistas-v%C3%A3o-testar-f%C3%A1rmaco-para-reverter-autismo_14921.html#.UUcALhzvt8F

sexta-feira, 10 de maio de 2013

DIAS DAS MÃES NA CLÍNICA MÉDICA BIGUAÇU!

Dia das MÃES é homenagiado com um bom café da manhã, massagem e muito mais. Obrigada Mamães que confiaram em nossos serviços há 19 anos e hoje nos sentimos ORGULHOSOS em atender com todo respeito e carinho seus filhos, uns com 19 anos, outros com 18, 17, 16, 15, 14, 13,...... PARABÉNS MAMÃES e parabéns a toda equipe de Colaboradores que se envolveram para oferecer esta homenagem á todas mães que nos visitarem e a todas que apreciarem mesmo que aqui pelo blogspot.

SORRIA: SORRIR FAZ BEM!


-O coração acelera as batidas e as artérias fazem o movimento de se estreitar e dilatar. Com esse movimento vem um relaxamento e um bem-estar;
-Contrai os músculos faciais;
-Ativa o hipotálamo (área cerebral intim...amente relacionada às emoções), liberando endorfina (hormônio que dão a sensação de bem-estar e acalma);
-Exercitam nossas cordas vocais, emitindo sons diversos. Nossa garganta agradece!
-Aumentam as secreções das nossas glândulas salivares, lacrimais e nasais, limpando e lubrificando suas atividades;
-Os pulmões são beneficiados, devido à quantidade e velocidade de ar que entra e sai, melhorando a respiração;
As pernas e pés relaxam com o riso.

Fonoaudióloga Tatiani Ap. Rossini.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Cuidando do seu sono!




*Dra. Tatiani Ap. Rossini - Fonoaudióloga - CRFa./SC 8937
 *Terapeuta autorizada em Vendas e Adaptação dos aparelhos CPAPs; BIPAPs; Concentradores de oxigênio; para tratamentos de Ronco e Apnéia.

Atendimento  Adulto, ao Idoso e Infantil                  Clínica Médica Biguaçu

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Iogurte grego para Disfagia



O iogurte sem dúvida é uma opção agradável para o paciente disfágico e que as famílias gostam de ter sempre em casa pela praticidade de “comprar pronto”, tendo sempre uma sobremesa ou lanche na geladeira. Porém, a maioria dos iogurtes tem uma consistência de líquido espessado ou líquido muito espessado, sendo poucos os que tem consistência pastosa fina. Isso faz com que o paciente, para consumir, necessita adicionar espessante para chegar à consistência que ele necessita. Agora, a Nestlé lançou o iogurte grego, de consistência mais firme e uma cremosidade incrível que é perfeito para os nossos pacientes disfágicos (com dificuldade para engolir). O indicado para aqueles pacientes que podem se alimentar somente com a consistência pastosa é a versão TRADICIONAL, pois as outras 4 versões possuem pedacinhos de polpa ou cereais. O iogurte realmente tem um sabor delicioso, com diferencial e a consistência não podia ser melhor. Ele possui 80% mais proteínas e 30% menos açúcares que os outros iogurtes- finaliza Tatiani.

 Realmente, vale a pena indicar – e consumir!!!
Fonte: http://fonocozinhando.com/2012/08/22/iogurte-grego-e-disfagia/

Proposta obriga hospitais a fazer teste da linguinha!


Proposta em análise na Câmara dos Deputados obriga os hospitais a realizar o chamado “teste da linguinha” (avaliação do frênulo da língua) em todos os recém-nascidos. Caso seja constatada a língua presa, o estabelecimento deverá realizar a cirurgia corretiva. As informações são da Agência Câmara. A medida é de autoria do deputado Onofre Santo Agostini (PSD-SC). Conforme a proposta, os órgãos do Sistema Único de Saúde (SUS), terão de instituir programas para registro, controle e acompanhamento dos pacientes, assim como da adoção das medidas cabíveis.

Segundo o autor, a realização do teste, criado pela fonoaudióloga Roberta Lopes Castro Martinelli, pode evitar todos os problemas provocados pela língua presa. Conforme o deputado, essa disfunção pode acusar “desmame precoce, baixo ganho de peso, e, desta forma, comprometer o desenvolvimento dos bebês”.

Fonte:http://www.opovo.com.br/app/opovo/brasil/2013/02/23/noticiasjornalbrasil,3011320/proposta-obriga-hospitais-a-fazer-teste-da-linguinha.shtml

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O que é Disfunção Tubária?


A tuba auditiva é um canal de comunicação entre a orelha média e o nariz e propicia a equalização das pressões entre orelha externa e média.

Existem alguns fatores que alteram o funcionamento da tuba como alergias, adenóides hipertrofiadas, barotrauma, palato fissurado, tumores na rinofaringe e fatores de desenvolvimento.

A obstrução tubária parece ser de dois tipos: funcional e mecânica.

A obstrução funcional é comum em lactentes e crianças pequenas, porque a parte cartilaginosa da tuba é flácida e muito mais horizontalizada, tornando os músculos tensores menos eficientes, fazendo com que o líquido ingerido chegue à orelha média com mais facilidade.

Já a obstrução mecânica da tuba auditiva pode ser provocada por inflamação, principalmente, das vias aéreas superiores.

A alergia também é considerada como um dos fatores etiológicos do surgimento das otites. Alguns autores têm assumido o inchaço da mucosa associado à alergia nasal a causa da obstrução da tuba.

Os sintomas mais frequentemente relatados pelos pacientes são: sensação de ouvido tapado, sensação de diminuição da audição e dores de ouvido.

A qualquer sintoma, o médico otorrinolaringologista deve ser procurado e a audiometria e imitanciometria deverão ser efetuados pelo fonoaudiólogo a fim de obter o diagnóstico e ser indicado tratamento.
Deixe seu comentário ou sugestão de tema!
Fonte: http://fonobrasil.blogspot.com.br/2009/05/disfuncao-tubaria.html

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Crianças que chupam o dedo podem ter problemas de dicção na vida adulta

Na tenra infância, esse hábito, assim como o uso de chupeta e mamadeira, pode prejudicar o desenvolvimento dos ossos da face e causar problemas na fala mais tarde
Levar tudo o que encontra à boca é uma maneira de o bebê desvendar o mundo a seu redor. "A via oral é a única ferramenta de que o recém-nascido dispõe para explorar o desconhecido. Isso inclui partes do corpo como os dedos", explica a fonoaudióloga Irene Marchesan, do Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica, em São Paulo. "Ele aprende desde cedo que vai receber a alimentação pela cavidade bucal e passa a estudar tudo à sua volta com o auxílio dela", completa. Mas, se o hábito persistir por anos a fio, aí é problema na certa, algo também válido para o uso de chupetas e mamadeiras. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos, mostra que tanto o dedo quanto esses utensílios alteram o desenvolvimento dos ossos do rosto infantil e atrasam a habilidade de falar. Os pesquisadores chegaram a essa conclusão depois de analisarem os dados de 128 crianças chilenas entre 3 e 5 anos de idade. "A mamadeira favorece um tipo de cárie muito potente, que destrói os dentes. Já a chupeta e o dedo interferem no posicionamento da arcada dentária, além de deslocarem as estruturas ósseas da boca", esclarece a cirurgiã-dentista Márcia Vasconcelos, da Associação Brasileira de Odontologia. Pior, esse cenário predispõe à respiração bucal, já que a boca se molda em função dos aparatos.Não bastasse tudo isso, as primeiras palavras podem ser prejudicadas. "Essas alternativas de sucção impedem que o pequeno use corretamente os músculos do rosto, o que deixa a musculatura da região flácida", alerta a psicóloga Ana Carolina Peuker, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. E, além de demorarem mais para soltar o verbo, garotos e garotas nessa situação passam a projetar a língua para a frente, o que compromete a pronúncia das sílabas. Felizmente, isso tudo pode ser evitado. Basta intervir desde cedo. Mas... levante a mão o pai ou a mãe que nunca apelaram para a mamadeira ou para a chupeta quando o filho abriu o berreiro. É difícil dispensar esses apetrechos, que, verdade seja dita, são pra lá de contraindicados. "Nenhum dos dois deveria ser introduzido no dia a dia da criança", afirma a fonoaudióloga Irene Marchesan. Depois de amamentar por seis meses, a melhor opção seria passar direto para o copo - o bebê vai errar algumas vezes, mas aprende rápido - ou a colher. Acontece que bate aquele desespero quando parece que nada é capaz de acalmar o pequeno que grita a todo gás dos pulmões. "Os pais ficam ansiosos por não conseguirem decifrar o que a criança quer dizer com o choro", explica a pediatra Keiko Miyasaki Teruya, da Sociedade Brasileira de Pediatria. Se eles procurarem entender as necessidades do filho, não será preciso apelar para os utensílios. Claro, terão que suportar um ou outro chororô. Quem aguenta? Se não tem jeito, a saída é usar chupetas e afins, mas lembre-se de abandoná-los no máximo aos 2 anos de idade. Até esse limiar, prefira oferecê-los à noite, antes de dormir. No caso da chupeta, retire-a do berço assim que o bebê adormecer. Alguns truques, como ocupar a mão da garotada com brinquedos, ajudam. E, não custa repetir, se a criança foi amamentada por no mínimo seis meses, ela terá uma necessidade fisiológica menor de sucção, seja do dedo, da chupeta, seja de qualquer outro objeto.
Atenção ao formato da boca

Outra tática bem-sucedida são os produtos de transição, conhecidos como copos de treinamento, com bicos mais firmes ou canudo. "Eles causam menos danos, já que exigem uma bela força da musculatura facial", conta Irene. É consenso entre os especialistas que essas opções ganham disparado da mamadeira.Agora, se já dá para perceber que o formato da boca está estranho ou que o bebê está demorando para começar a falar, consulte um profissional. "Não há como reverter o quadro sem o apoio de um dentista e de um fonoaudiólogo", nota a pediatra Alessandra Cavalcante, do Hospital e Maternidade São Luiz, na capital paulista. "O primeiro irá sinalizar as correções que devem ser feitas na fase em que os dentes já estão nascendo, e o segundo fará exercícios para desenvolver a fala", diz. Em casos mais graves, o psicólogo entra em cena para ajudar o pequeno a se livrar das amarras do dedo, da chupeta e da mamadeira, tratando dos problemas emocionais que podem estar por trás do hábito. Dessa forma, a criança vai falar bonito e estampar um belo sorriso no rosto.
Ansiedade além da conta
 "O bebê vem ao mundo com o reflexo de Babkin, que o faz levar a mão à boca na tentativa de se acalmar", explica a psicóloga Ana Carolina Peuker. Por isso, em casos isolados, sugar o polegar não pode ser considerado um hábito propriamente dito. Obrigar a criança a tirar o dedo da boca de pronto faz com que a ansiedade só aumente. Quando fica irritada, ela tende a sacar o polegar a qualquer custo. Então, é preciso agir com calma e não tumultuar a vida do pequeno para evitar que chupar o dedo se torne uma rotina.
Chupeta nunca mais
Truques para evitar que a criança se torne refém desse e de outros apetrechos

- Amamentar o bebê até os 6 meses de vida diminui a necessidade de sucção

- Use a mamadeira apenas para a última refeição do dia

- Troque a mamadeira tradicional por copos específicos

- Não a prenda na roupa

- Ocupe a mão dos pequenos com um brinquedo

- Tenha apenas uma em casa

- Retire a chupeta logo após a criança adormecer
Fonte: http://saude.abril.com.br/edicoes/0355/familia/criancas-chupam-dedo-podem-ter-problemas-diccao-vida-adulta-703566.shtml

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Sindrome do X Frágil

O que é?

É a causa mais freqüente de comprometimento intelectual herdado. É a síndrome genética mais comum depois da síndrome de Down com alto risco de recorrência nos familiares afetados.  Sua estimativa é de 1 em cada 2000 homens e 2 em cada 4000 mulheres, variando de acordo com cada autor. Ainda hoje esta doença passa despercebida por muitos profissionais e seu diagnóstico é praticamente ignorado pela população em geral.

Características:

Hiperatividade (em meninos);
Timidez (em meninas);
Retardo mental;
Testículos aumentados;
Orelhas grandes e em abano;
Mandíbula proeminente;
Comportamento agressivo;
Articulações hipermóveis;
Face alongada;
Retardo na aquisição de fala.

Diagnóstico:

É importante que se faça o diagnóstico precoce, pois o tratamento poderá ter início o mais rápido possível.O diagnóstico é dado através das características clínicas e exames de DNA.As pessoas que possuírem as características ditas anteriormente precisam procurar um médico para obter um diagnostico adequado.

Tratamento:

Não existe cura, é preciso que a criança seja acompanhada por:.
Fonoaudiólogo;
Terapeuta Ocupacional;
Neurologista;
Profissionais da educação;
Para conseguir desenvolver suas atividades motoras e cognitivas.

Fonte http://acdgcomplemento.blogspot.com

terça-feira, 13 de novembro de 2012

....Regina Duarte reencontra atriz com síndrome de Down de “Páginas da Vida”

A dupla emocionou o Brasil na novela "Paginas da Vida", de 2006

 
Regina Duarte, 65 anos, e Joana Mocarzel, 12, se reencontram seis anos depois de terem emocionado o Brasil na novela "Páginas da Vida". Na trama, a atriz mirim, que tem síndrome de Down, interpretava Clara, uma garotinha adotada pela personagem de Regina.


O reencontro entre as duas foi no domingo (11), em São Paulo. Na época do folhetim, Joana tinha apenas seis anos e foi elogiada pela crítica, assim como por instituições de integração social de pessoas com Down.
Sua atuação na trama escrita por Manoel Carlos, aliás, lhe rendeu três prêmios, inclusive o "Prêmio Contigo!"
Já Regina Duarte completou 50 anos de carreira em cartaz com a peça "Raimunda, Raimunda". O último trabalho na televisão da consagrada atriz foi na novela das 23h, "O Astro", na qual interpretava a personagem Clô.


Joana, na época da novela (Foto: Divulgação)
 Na trama de Manoel Carlos, a fonoaudióloga Tatiana (Julia Carrera) realizava atendimento fonoaudiológico com a menina Clara.

Síndrome de Down

NOVEMBRO LARANJA

O zumbido não é uma doença, mas um sintoma de várias doenças diferentes. É um sinal de hiperatividade das vias auditivas para compensar uma perda auditiva. A sensação geralmente é a mesma: um ruído constante que a pessoa não sabe de onde vem e como acabar com ele. Em alguns casos, o incômodo é parecido com o barulho de insetos; em outros, com sons de uma cachoeira e até mesmo de vozes humanas. No dia 11 de novembro, foi o dia nacional de combate ao problema. Entre as causas apontadas estão: tumores no ouvido ou ao redor dele, estresse, problemas dentários, além de distúrbios no metabolismo, como diabetes, hipertireoidismo, colesterol e pressão alta. Mas, em cerca de 90% dos casos o zumbido está relacionado às perdas auditivas em seus diferentes níveis.  O zumbido pode ser causado por perdas auditivas, muitas vezes mínimas, e que ocorrem devido à exposição prolongada a ruídos intensos, principalmente no trabalho.  O problema também pode ser causado por perda de audição natural com a idade, por medicamentos, excesso de cera e por outras doenças no ouvido, como inflamações. O zumbido pode ser dividido em diferentes tipos, de acordo com suas características e pelo modo como interferem na vida do paciente, sendo classificados em persistente (aquele em que o paciente escuta barulhos continuamente, sem melhora do caso), intermitente (que ocorre em determinados períodos, geralmente relacionado a doenças do metabolismo e estresse) e pulsátil (que pode ter causas como tumores e problemas vasculares).  Outra divisão é entre o zumbido que só é ouvido quando a pessoa presta atenção, ou na hora de dormir, do zumbido que interfere na concentração, humor e pensamentos do paciente, podendo ser até incapacitante. E o quanto antes tratar, mais claro será o diagnóstico e maiores as chances de fazer o zumbido desaparecer.  Os tratamentos dependem justamente da origem do problema. Se você possui este sintoma procure um médico otorrinolaringologista.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Estimule a fala e linguagem da criança!


Quando você conversa com seu filho você dá continuidade ao que ele diz ou você  espera que ele fale cada vez mais?

As primeiras palavras de uma criança surgem por volta de um ano de idade. São palavras isoladas, mas que querem revelar muitas coisas. Uma palavrinha como "neném", pode ser dita por vários motivos: mostrar, compartilhar um interesse, pedir um boneco... E é neste instante que os pais, muitas vezes, perdem a, oportunidade de estimular. Como? Quando a criança fala a palavra geralmente o adulto confirma o que a criança falou e diz: "É!! O neném". Logo depois ele dá o boneco para a criança. Na esperança e empolgação de ver a criança pronunciar as primeiras palavras, o adulto pede para a criança repetir várias vezes o que ela disse e faz perguntas: "o que é isso" e a criança diz neném. Eu entendo que o adulto atendeu um pedido ao entregar o boneco ou confirmou para a criança que ela foi entendida, ou demonstrou muita alegria ao ver a criança falar. Isso tudo é muito importante!!! Faça isso também, mas não só isso, ok?
É preciso expandir a conversa, somente repetir o que a criança diz não ensina novas palavras, não dá continuidade ao diálogo. O diálogo é parte fundamental das interações sociais e comunicativas. Abrange o desenvolvimento de linguagem, a construção de frases e o aumento de vocabulário. A criança ainda fala pouco, mas entende muita coisa, por isso os pais têm o papel de mostrar novas palavras que podem ser reproduzidas. Expanda o diálogo!

Aqui vão algumas dicas para expandir o diálogo:

Se a criança disse uma palavra é porque ela já sabe esta palavra. Não repita. Insira a palavra numa frase curta com alguma informação adicional. - Neném.
- É! O neném é da Ana.
... Diminua o número de perguntas do tipo "o que é isso?", quando criança já aprendeu a palavra. Comece a fazer perguntas simples usando a mesma palavra (que ela já sabe) ou dê comandos adicionando palavras novas (que ela deve aprender).
- Que bonito! Tira o neném da caixa!
...
Incentive o faz de conta, que é uma brincadeira que estimula linguagem e permite muito diálogo.
- Faça o neném dormir.
- Coloque o neném na cama.
...
Adicione palavras fáceis de repetir ou sons onomatopaicos.
- O neném ri. Hahaha
...
Trabalhe os turnos do diálogo (uma vez a criança e outra você). Fale uma coisa de cada vez, permita respostas. Não dê várias informações ao mesmo tempo. A linguagem da criança está em construção e quando você usa muitas palavras que a criança não conhece, a comunicação é rompida. Se você aumenta o que a criança compreende, você dá muito mais possibilidades para que a criança se expresse.
Boa conversa!!!
Fonte: www.fonopriscilafelix.blogspot.com